“Seu corpo tem um nome ainda a ser apreendido. Reconheço-me no seu relevo com a língua, sua alma é um sabor. Sobre você, devagar, como num sábado, quando não há pressa e não há vida lá fora. Você descobre-me movimentos que nem eu imaginava. Decifra em meu sorrir não os dentes, sempre mais para morder, mas um detalhe da face. No falar, não as palavras, mas uma sutileza nas pausas, que já se flagra a imitar, sem querer. Estar junto é estar meio igual.”

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